Eu amo as agulhas, eu amo os fios, eu amo as tramas, eu amo os pontos, eu amo as cores, eu amo os jacquards, eu amos as formas, eu só não amo quando o ponto cai. Tricô faz parte da minha vida desde os 9 anos, mais ou menos, quando comecei a fazer cachecóis para minhas barbies, bonecas e para minha cachorra, que não sei porque nunca usou. Por muita sorte tive meu estágio na BEST/Shima, depois trabalhei na Aslan e hoje auxilio a Helen com a Rödel LA. Eu penso tricô e vejo texturas aonde quer que tenha formas, eu dou formas para os pontos na minha cabeça incansávelmente. Eu sento e tento novas tramas, com um fio que não serve para aquela agulha, mas eu só quero testar. Eu pesquiso incansavelmente pelo fio perfeito e quero logo começar a por em prática meu curso de fios e fibras que fiz a distância pelo Senai/Cetiqt e criar um fio natural/artificial/superficial/espacial.
Então, como eu ia contando, tudo começou no tricô manual, aos nove anos. Até hoje vivo tentando, ensinando e acho que o tricô industrial é incrível, mas tem coisas que só a mão humana é capaz. O site Wool and The Gang tem vídeos, kits e receitas bem moderninhas com fios super legais, que já vem com a agulha correspondente. E o site é super bem feitinho também.
Então que eu fiz faculdade na Universidade de Caxias do Sul, aonde aprendemos a mexer com máquinas de malharia retilínea manuais e o básico das máquinas eletrônicas. Esse conhecimento é essencial para a criação de malharia: saber sobre pontos, fios, máquinas. E a essencia da malharia hoje em dia, no mundo, eu diria que é Missoni. A marca que criou uma identidade forte com o listrado chevron em combinação retro (eu só gosto de azul claro com marrom nessa combinação) ja retrabalhou de todas as maneiras os pontos, fios e combinações com tecidos.
Além deles, Pringle of Scotland tem um trabalho magnífico de tricô também, com peças diferentes e comerciais.
Há dois anos atrás, a marca Rodarte começou com aqueles tricôs que ninguém sabia daonde vieram e nem para onde iriam. As irmãs Kate e Laura criaram aqueles vestidos com tramas abertas, muitos fios e com uma inspiração tribal que inspira e nunca expira.
E daí, em todas coleções que tu olhares de Primavera-Verão 2010, tem um pontinho, um jacquarzinho ou pelo menos algo que eu transformaria numa perfeição em forma de tricô. Isso explicarei no próximo post.
Fotos dos sites NY Times e Style.com.











